terça-feira, dezembro 20, 2005

A Irmandade da Cruz - Episódio II

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No episódio anterior o nosso herói intensifica a investigação das estranhas mensagens escritas nas paredes de alguns habitantes de Corgão City. Depois da visita a Tomás Ceguinho, Américo apronta-se para seguir uma pista que leva aos Gémeos Mã.

Os Bee Gees ecoavam na PopCave, ao mesmo tempo que o nosso herói colocava o fato do seu alter-ego – O PopMen. Quer dizer, não era bem uma caverna mas sim um anexo da parte de trás do café que servia de armazém. E por entre as grades de Ónix e os garrafões de tinto, estavam bem camuflados o PopCicle e outros belos inventos da Doutora no combate ao crime. Quer dizer também podiam ser utilizados para outros fins, Américo utilizava por exemplo o PopCicle para ir aos domingos exercer “massagismo” amador no clube de Corgão City. Hoje, se calhar por causa do tinto, estava particularmente difícil colocar a capa. Foi então que a Doutora entrou na PopCave e rapidamente o foi ajudar, sem esquecer a bisbilhotice habitual.
- Temos “marriges”! – Disse ela mas PopMen continuou a absorver a cantilena dos Bee Gees e a meditar sobre a trama. Ele sabia que a Taberna do Baby era terreno perigoso, os Gémeos não estariam sozinhos. Por isso decidiu ir a casa do Duque primeiro para tentar sacar informações, pelo caminho teria alguns problemas…
- Doutor que me diz? – PopMen ouvia esta pergunta mas ninguém estava à vista!
- Ele continua a mostrar sinais de melhoras mas não acorda! – Continuava a voz. Mas PopMen não se deixou atemorizar, já tinham acontecido coisas muito estranhas em Corgão City. Mas a voz era angelical demais para ser ignorada, transmitia uma paz inigualável e era ideal para o momento. PopMen não acreditava que os Mãs eram capazes de conceber esta teia tão elaborada com mensagens e desaparecimentos. Os Mãs eram rapazolas rudes com cabelo seboso e só queriam saber de ovelhas e cerveja. O PopCicle tinha detido a marcha de fronte da “Mansão”, era assim chamada a residência do Duque. Uma casa que servia de apoio ao cultivo do arroz que tinha sido recuperado com chapas e troncos de “cliptos”. Tudo estava calmo, talvez calmo demais já que o Duque era amante do transe psicadélico israelita e ouvia-o bem alto. Cuidadosamente PopMen usando a PopCorda pula o muro de meio metro das traseiras e procura refugio num salgueiro a meio do pátio. Mas nada, rigorosamente nada! Tudo calmo. “Partiu com medo, injinho”, e com este pensamento PopMen entra na “Mansão”. Na sala estava tudo meticulosamente arrumado, como se tivesse havido luta e o vencedor tivesse escondido qualquer indício do uso de força. Depois de uma breve vista pela casa, PopMen sabe duas coisas. O Duque não foi embora pelo próprio pé porque deixou os documentos todos em casa e tinha que pedir a ajuda forense à Doutora. Passos. “Ainda apanho o culpado hoje, queres ver!” E num gesto furtivo desaparece para surpreender quem quer que fosse.
- Vagabundo sou eu! Pensei que querias ajuda e como já não tinha ninguém no café, vim. – A Doutora parecia que lia os pensamentos, era assustador.
- Por acaso até preciso, vê se consegues encontrar alguma pista antes de eu ir enfrentar os Mãs.
A Doutora ficou a processar o local, e PopMen encontra a reserva de vinho do Duque. “Para onde ele foi já não precisa disto” e em jeito de memorial fúnebre fez uma bênção à garrafa e dedicou a “gaitada” ao Duque. E mergulhou em pensamentos sobre as suas preciosas flores e arbustos.
Tinha passado uma boa meia hora quando a Doutora o acorda do seu transe floral.
- Procurei por todo lado mas nada! Mas tinhas razão, a casa foi toda arrumada e limpa.
- Pronto caramba! Mas mesmo nada?
- Quer dizer, há uma pequenina coisa mas…
- Oh desembucha ou queres vinho? – PopMen estende a garrafa.
- É precisamente isso, encontrei uma garrafa de vinho estranha. No rótulo dizia “cooperativa da Irmandade da Cruz”.
- Humm pois, nunca ouvi falar! Eu não sou como esses abichanados que cospem o vinho e sabem as cooperativas todas. Isso é um desperdício! Bem vou precisar da tua ajuda.
- Queres que vá investigar a tal cooperativa?
- Isso também… – E mais não revelou o PopMen.

De volta ao PopCicle, o nosso herói dirigiu-se à Taberna do Baby. Era cada vez mais evidente que os Gémeos teriam um papel importante mas não eram os culpados. Algo dizia ao PopMen e não era eu que estou a narrar, que os Mãs eram peões e nem sequer estavam conscientes da trama. Eram saloios demais para fazer parte de algo tão elaborado.
- KKKTCHHHHHHH Daqui Doutora, já fiz o que pediste. KKKKTCHHHHH
- KKKKTCHHHHHH PopMen em linha, bom trabalho! KKKTCHHHHH – Estava na altura de por em pratica o plano.
Pouco depois estava nas traseiras da Taberna do Baby, é claro que o nosso herói não ia entrar pela porta principal. Pela razão muito simples os Mãs costumavam estar na parte detrás da taberna onde tinha televisão, um burro e uns velhos matrecos, lá se ia o elemento surpresa.
- Ó Caeytano só vale os mil! – Ouviu mal chegou as traseiras. Pouco depois um grande reboliço. Usando a PopVisão rapidamente percebe a razão do tanta algazarra. A um canto Zé Pedreiro jogava ao burro observado de perto por Caeytano, os Mãs perto da televisão como de costume e na outra mesa a velha discussão das cartas. Quim Negro separava Don Venezuela de Tadeu com a valente ajuda de Baby que entretanto já tinha vindo para acabar com a algazarra. Já eram velhos os desentendimentos na parte de trás da Taberna, tudo por causa das cartas. Batota, sueca, ramy, bisca mandada, qualquer que fosse o jogo havia sempre problemas. Desta vez por causa de um ás de espadas jogado apenas no fim, e Tadeu acusou Don de ter feito renúncia. Nem sei porque continuavam a jogar com o Don, ele fazia sempre renúncia mesmo que tivesse a ganhar! Ele era conhecido por isso e também por comentar as jogadas que fazia. Qualquer coisa do género “Ahora jogo copas” ou o trivial pedido “Quero branco on the rocks”. Mas ou por faltar um parceiro para o jogo ou simplesmente por ser o Don, lá continuavam a jogar. Mas PopMen não estava ali para resolver “maus perderes” ou mesmo dar uma ensinadela ao Zé Pedreiro no burro.

Que andará a tramar o nosso herói? Que terá preparado para os Gémeos Mã? Saberemos como o nosso herói evolui na sua investigação no terceiro episódio de As Aventuras de PopMen e a Irmandade da Cruz.

2 Gente armada em Seth Cohen disseram algo:

Anonymous Anónimo lembrou-se de dizer que...

para já só quero dizer que "aprontasse" deve ser substituido por "apronta-se".

11:16 a.m.  
Blogger Rudorf lembrou-se de dizer que...

Caro anónimo agradeço-lhe o reparo, mas devem haver outros. Peço desculpa e para a próxima não tenha medo de se identificar. Saudações

3:53 p.m.  

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